Gestos: A
liturgia é feita de sinais sensíveis que captamos mediante nossos
cincos sentidos: tato, gosto, olfato, visão e audição. Cada um desses
sentidos deve ser devidamente posto a serviço da celebração.
- Olhar: Tanto do presidente quanto de todos os membros da assembleia, devem ser expressão sincera do que as palavras dizem uma expressão de envolvimento.
- Audição: Escutar os sons, a palavra de Deus proclamada e comentada. Escutar também o silêncio.
- Tato: Se expressa mediante o toque. A intensidade, o respeito, o modo como tocamos as pessoas, sinal de respeito e compreensão dos planos de Deus celebrados na Liturgia.
- Gosto e olfato: São dois sentidos um poço esquecidos nas celebrações. Na comunhão eucarística o paladar tem o seu lugar.
- Audição: Segundo afirmam as Instruções Gerais do Missal Romano – sinal da comunidade e da unidade da assembleia, pois estimula os pensamentos e sentimentos dos participantes.
Principais posturas exercidas:
Estar em pé:
é a posição do Cristo Ressuscitado, atitude de quem está pronto para
obedecer, pronto para partir. Indica também a atitude de quem acolhe em
sua casa. Estar de pé demonstra prontidão para pôr em prática os
ensinamentos de Jesus.
Estar sentado:
é a posição se escuta, de diálogo, de quem medita e reflete. Na
liturgia, esta posição cabe principalmente ao se ouvir as leituras
(Salmo, 1ª e 2ª Leitura), na hora da homilia e quando a pessoa esta
concentrada e meditando.
Estar ajoelhado:
é a posição de quem se põe em oração profunda, confiante. “Jesus se
afastou deles à distância de um tiro de pedra, ajoelhou-se e suplicava
ao Pai...” (Lucas 22,41). Lembremos-nos dos leprosos que, de joelhos,
suplicava que Jesus o livre da lepra (cf. Marcos 1,40).
Fazer genuflexão:
faz-se dobrando o joelho direito ao solo. Significa adoração, pelo que é
reservada ao Santíssimo Sacramento, quer exposto, quer guardado no
sacrário. Não fazem genuflexão profunda aqueles que transportam objetos
que se usam nas celebrações, por exemplo, a cruz, os castiçais, o livro
dos evangelhos.
Prostar-se:
significa estender-se no chão; expressa profundo sentimento de
indignidade, humildade, e também de súplica. Este gesto está previsto na
sexta-feira santa, no inicio da celebração da Paixão. Também os que
serem ordenados diáconos e presbíteros se prostram. Em algumas ordens ou
congregações religiosas se prevê a prostração na celebração da
profissão dos votos religiosos.
Inclinar o corpo: é
uma atitude intermediária entre estar de pé e ajoelhar-se. Sinal de
reverência e honra que se presta às pessoas ou ás imagens. Faz-se
inclinação diante a cruz, no inicio e no fim da celebração; ao receber a
benção; quando, durante o ato litúrgico, há necessidade de passar
diante do sacrário; antes e depois da incensação, e todas as vezes que
vier expressamente indicada nos diversos livros litúrgicos.
Erguer as mãos: é um gesto de súplica ou de oferta o coração a Deus. Geralmente se usa durante a recitação do pai-nosso e nos cantos de louvor.
Bater no peito: é expressão de dor de arrependimento dos pecados. Este gesto ocorre na oração Confesso a Deus todo-poderoso...
Caminhar em procissão:
é atitude de quem não tem moradia fixa neste mundo: não se acomoda, mas
se sente peregrino e caminha na direção dos irmãos e irmãs,
principalmente mais empobrecidos e marginalizados. Existem algumas
procissões que se realizam fora da Igreja, por exemplo, na solenidade de
Corpus Christi e no Domingo de Ramos, na festa do padroeiro..., e
outras pequenas procissões que se fazem no interior da igreja: a
procissão de entrada, a das ofertas e a da comunhão. A procissão do
Evangelho é muito significativa e se usa geralmente nas celebrações mais
solenes.
Silêncio:
é atitude indispensável nas celebrações litúrgicas. Indica respeito,
atenção, meditação, desejo de ouvir e aprofundar na palavra de Deus. Na
celebração eucarística, de prevê um instante de silêncio no ato
penitencial e após o convite à oração inicial, após uma leitura ou após a
homilia. Depois da comunhão, todos são convidados a observar o silêncio
sagrado. O silencio litúrgico, porém, previsto nas celebrações, não
pode ser confundido com o silêncio ocasionado por alguém que deixou de
realizar sua função, o que causa inquietação na assembleia.
A
celebração litúrgica é feita de gestos, palavras, cantos e também de
instante de silêncio. Tudo isso confere ritmo e dá harmonia ao conjunto
da celebração.

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