Atingir as famílias de nossos
catequizandos, um grande desafio! Devemos aproveitar do itinerário catequético,
para criar uma proximidade entre catequese e família. Essa união (casamento) é
essencial para uma catequese eficaz. Todo casamento começa com o namoro (tempo
para conhecer). Para conhecer quem são as famílias de nossos catequizandos,
agendamos uma visita missionária com toda família reunida. O objetivo primeiro dessa visita, não é catequizar, e sim anunciar Jesus Cristo.
Depois do anuncio querigmático, é hora
de uma conversa informal, momento propício para conhecer a realidade daquela
família. Anunciamos, escutamos, conferimos os dados práticos da ficha de
inscrição. Enfim, com as visitas, temos
um “Raio X” de nossas famílias, o que contribuirá para que nossos encontros
semanais com nossos catequizandos, sejam desenvolvidos respeitando a realidade
de cada um.
No momento dessa conversa, precisamos
ter alguns cuidados, pois às vezes querendo aproveitar dessa visita, como se
fosse o único contato, corremos o risco de atropelar as coisas. Por exemplo,
quando encontramos casos irregulares, casais que vivem juntos, que não se
casaram na igreja, em segunda união, membros da família sem o sacramentos da
Iniciação Cristã, uma série de necessidades materiais e espirituais.
A princípio, nossa vontade é de
consertar tudo. Diante de tais
situações, é difícil para o catequista não catequizar. Contenha-se, não é momento pra isso, e sim, anunciar,
colher informações. Não podemos forçar, impor. Certa vez li o seguinte: “nenhuma
mensagem, nenhuma evangelização deve ser
colocada como uma camisa de força que se IMPÕE, e sim uma opção que se PROPÕE.”
Por exemplo, o que acontece quando uma
mãe oferece um alimento desconhecido ao filho pequeno? Muitas vezes, ele vira o
rosto, tapa a boca, rejeita. O que faz essa mãe diante da rejeição? Desiste?
Não! Ela experimenta o alimento, coloca primeiro em sua boca, faz caras e bocas e diz: “Hummm! Que delícia!
Experimente! O filho acaba experimentando, porque foi convencido de que
“aquilo” é realmente bom. A mãe não colocou boca abaixo, mesmo porque, isso causaria
repugnação. Ela seduziu, ofereceu, convenceu
com seu jeitinho de mãe.
Nas coisas de Deus, religião, não é diferente, nossas famílias devem perceber
que “comemos com a boca boa”. Devemos OFERECER, PROPOR sem forçar. Ir aos
poucos, conquistando, seduzindo. Eles precisam
enxergar através de nós que é bom viver em comunidade, que é bom estar
em comunhão com Deus e isso não acontece numa única visita, pode levar algum
tempo, anos até. Os encontros de catequese com as famílias devem acontecer em
todo processo catequético do filho. “Não
basta apenas conversar com os pais sobre determinado assunto, dando uma
palestra ou fazer um encontro de acolhida. É necessário que eles também se
convertam e a partir daí assumam suas responsabilidades com a catequese do
filho e também pra sua vida”.(Pe Lelo) “Seduziste-me Senhor, e eu me deixei
seduzir”, dizia o profeta Jeremias.
Na postagem anterior
vimos que precisamos OUSAR com critérios, agora estamos vendo que precisamos
PROPOR, sem impor. Aos poucos nossas famílias, nossos catequizandos, deixarão
ser seduzidos pelo Senhor.
A propósito, falei
tanto da visita, do anuncio querigmático, mas você sabe como fazer o querigma?
Qual a diferença entre querigma e catequese? Veremos a seguir.
Beijo grande!
Imaculada Cintra
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