Quando
decidimos implantar a catequese em estilo catecumenal em nossa paróquia,
a primeira atitude foi investir em formações para o catequista. Uma das
primeiras foi com Padre Antonio Francisco Lelo. Lembro-me como se fosse
hoje de suas palavras dizendo que, o tema da “iniciação cristã” precisa
ser um tema que vamos crescendo aos pouquinhos, que vamos pegando uma
pedrinha aqui, outra ali, assim vamos construindo algo novo e isso
exigirá um esforço pessoal de cada catequista.
Pois é mais
fácil aprendermos algo quando é totalmente novo, quando começamos do
zero, quando a gente entra sabendo nada, então tudo o que entra é
novidade. Mas com o tema da “iniciação” é diferente, pois já temos
algumas informações, uma caminhada, já temos os nossos vícios, mas que
precisamos lançar um novo olhar sobre nossa catequese para podermos
enxergar as novidades que o processo nos apresenta.
Não se trata de descartar tudo o que já fazemos, mas melhorar, ajustar, adequar algumas coisinhas.
Carregamos
vários vícios. Um deles é fazer a ligação de catequese de iniciação
àqueles que vão receber a primeira eucaristia, fomos formados nessa
mentalidade fragmentada dos sacramentos e isso foi passado aos nossos
pais. Com isso, uma grande porcentagem de nossos catequizandos recebem a
primeira eucaristia e não perseveram na catequese, não concluem sua
iniciação à vida cristã, ficando esse buraco, esse vazio, enchendo nossa
comunidade de meios cristãos, de pessoas com uma fé imatura, infantil,
de pessoas que ficam em cima do muro ou que vão onde o vento sopra.
Olha só a
caminhada que já temos! A nossa catequese recebeu um grande sopro com a
catequese renovada que foi aprovada em 1983, deixando de ser uma
catequese doutrinária apenas, passando a ser um processo muito mais
interativo na vida do catequizando, da realidade social com a Palavra de
Deus. Quem já não ouviu falar sobre a chamada interação FÉ E VIDA. O
método ver, julgar, agir e celebrar ajudou a fazer a leitura, a Bíblia
passa a ser o livro mais importante na catequese, a inserção do
catequizando na vida da comunidade foi muito mais valorizada.
O processo
catequético tornou-se um fator de unidade na Igreja. Em 2006 surge o
Diretório Nacional da catequese que todos os catequistas conhecem e
também o Documento de Aparecida, eles chegam sem perder nada do que já
tínhamos, vem tratar da iniciação cristã tomando com base o modelo do
catecumenato, priorizando a catequese com adultos, mas que podemos muito
bem adaptar às outras etapas. Vem reforçar pra nós que a iniciação
cristã consiste na recepção e na vivência dos três sacramentos, Batismo,
Crisma e Eucaristia.
Talvez pelo
fato de não termos conhecimento através da leitura desses documentos que
a Igreja nos apresenta prontinhos, achamos que a catequese irá sofrer
uma grande mudança. Nada será colocado goela abaixo, a Igreja nos PROPÕE
caminhos que foram esquecidos e que na atual realidade de nossa
catequese devemos retomar a partir do que já temos. Nada será descartado
e sim melhorado.
Eu, como
catequista, estou achando uma maravilha todo esse movimento envolvendo
a catequese. E de verdade, acho que essa moda da Iniciação à Vida
Cristã, não vai passar.
Imaculada Cintra - Catequista de IVC
Fonte: Blog Catequese e Biblia
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