- renovar a Igreja em si mesma a
partir do Evangelho
- revigorar a vida de fé, a vida
moral e apostólica de todos os membros da Igreja.
- tornar a fé católica mais
expressiva no coração do mundo contemporâneo.
- estudar as mudanças culturais
do mundo moderno à luz da Revelação Divina
- realizar profunda renovação das
estruturas organizativas da Igreja e de suas mediações operacionais para melhor
atuar em benefício de seus membros (liturgia, leitura da Palavra de Deus,
Formação dos presbíteros, organização renovada das Dioceses e Paróquias, renovação
da vida consagrada, adaptação da disciplina esclesiástica às necessidades e
oportunidades de nosso tempo...); e também renovar a Igreja em favor de sua
ação externa na evangelização e transformação do mundo (conhecer o mundo de
hoje não para condená-lo, mas com ele dialogar e com ele e nele atuar de modo
eficaz em prol da felicidade do ser humano).
2. Um gigantesco trabalho. Para cumprir os grandes objetivos do
Concílio seus organizadores tiveram que reajustar todo o plano de trabalho
proposto. Os documentos previamente elaborados destinavam-se a facilitar o
diálogo e as votações e não exigir um tempo longo aos membros do Concílio (os
padres conciliares). Mas o inesperado aconteceu. Todos os documentos prontos
foram rejeitados. Os padres conciliares, mais de 2.500, queriam produzir o
pensamento conciliar. Foi um gesto corajoso, resultado de leituras diferentes das
grandes propostas do Papa, com ênfase na atenção às origens da Igreja, à
realidade do mundo em mudança e ao futuro. Esta mudança de rumo exigiu outros
processos metodológicos, outra organização do Concílio, com nova escolha dos
temas, nova formação de grupos de estudo e nova proposta de prazos. A tarefa
prioritária consistia agora em um reestudo sobre a própria razão de ser da
Igreja, de seu funcionamento na história e de sua missão no mundo em constante
mudança. Este estudo implicou uma volta às Sagradas Escrituras, à pessoa,
mensagem e missão de Jesus, à Igreja primitiva e aos grandes dogmas que
configuraram os elementos fundamentais da fé cristã, assim como da organização
da Igreja e de sua compreensão da missão. Mas a tarefa do Concílio exigiu-lhe,
também, um debruçar-se amplo, corajoso e, com abertura de espírito, sobre a
realidade do mundo contemporâneo.
3. Organização do Concílio. Definiu-se que haveria quatro grandes
sessões conciliares e que entre as mesmas haveria um intenso trabalho de leitura
e produção do pensamento conciliar, com um acordo sobre o encerramento dos
trabalhos em 1965. A
língua oficial seria o latim. Esta primeira sessão do Concílio, iniciada em 08
de outubro de 1962, definiu os temas a serem apresentados nas diversas sessões
conciliares para debate final e votação e foram organizados os grupos de
trabalhos segundo cada tema. Os instrumentos de trabalho seriam enviados a
todos os membros do Concílio para receber contribuições. Um ponto a destacar é
a representatividade da Igreja, pois os participantes do Concílio procediam de
todas as partes do mundo e ainda havia convidados de outras igrejas cristãs e das
grandes religiões, demonstração óbvia de grandes mudanças internas na Igreja,
no próprio ato de convocar e organizar o Concílio.
Irmão Nery fsc
irnery@yahoo.com.br
Fonte: Blog Catequese e Biblia
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